
Tudo o que é bom permanece
Constante e inalterado,
Pois o que é bom é belo,
E o que é belo, por si só,
Nunca desaparece.
Alguma memória fica,
Nem que não se queira,
No rastro do vento,
Prensado em poeira,
Num beijo ou perfume,
Saudade,
Sorriso de lua cheia,
Afeto guardado em versos,
Samba enredo da Mangueira,
Nas pinguelas e riachos,
Mato verde, terra fresca,
Pés de moleque nas ruas
De uma vila seresteira,
Assobios de Jobim
Debaixo da sombra amiga
Dos galhos da pitangueira,
Criança soltando pipa,
Cachorro correndo solto,
Ventania, claridade,
Rua molhada de chuva,
Mocidade, viola festeira.
Alguma rima encantada,
Luares brilhando estradas,
Ondas quebradas na areia.

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