
BRANCA PELE BRANCA
Mal sabes
Que cobicei o teu corpo
Por um vão de porta,
Onde só podia entrar
O desejo dos meus olhos
Escondidos na sombra.
Percorri os teus caminhos
Impossíveis,
Brancos e macios,
Como quem rouba
A noite
Um bosque
E nele penetra sutilmente
Com medo e cuidado,
Respirar ofegante
Pedindo silencio e tempo,
Pés no ar
Com a premência da fuga
E a obrigação da espera.
Assim te vi em mim,
Pele a pele,
E fiquei preso para sempre
No teu corpo,
Assim te carrego comigo
Na lembrança doce
Do que poderia ter sido.
A.SOARES NETO ( AMANTES INFIÉIS )
