
Cuido do sol dos meus olhos
Que buscam a beleza
Como destino do instinto,
Faro de fera, chuva que espera
Trazer febre morna,
Colcha macia, chá de aconchego,
Totem sem brilho e sem retoque
Como um farol que mostra e nunca guia.
Estranhos saberes
Daqueles que se sabem
Importantes e derradeiros,
Desde o primeiro querer
Não consentido,
Desde a negação do mundo
Como berço,
Até a realização vulgar
De todos os sentidos.
Tempo que escorre aflito
Em busca da verdade,
Tempo que corre sempre
Da verdade que se esconde.
Compreender o querer
Não é nada divertido,
Não compreender é anular
O tempo e o sentido.
Estranhos os caminhos percorridos
Perdidos entre sonhos malfadados
Buscando em vão tesões desconhecidos.

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