
A chuva cai sobre o mato
E cobre a terra em mantas,
Tremor de ventos
Desamarrando velas
Construídas de flores
De paineira e juncos.
Inverno inquieto,
Mês dessemelhante,
Não prosperando frios
E sim águas
Não acendendo fogos
Mas sustento.
O verde espera intenso
O seu parto
Nos olhos da mão
Do homem,
Criança sorri inteira
No sorriso do pai,
Que investe
O pé na lama
E se aquieta
E em calma se proclama
Novamente homem,
Novamente chama.

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