
Não me abstraio,
Aponto
Labirintos ou velas
Que deslizam caminhos
Onde ainda não andei,
À ponto de gargalhar
De sombras passageiras,
Falando com as mãos justas
Em velocidade de estrela.
E fósforos vão repetindo
O efêmero do ver/não ver,
Luz mais rápida que os olhos
Que nunca descobrem,
Vidro quebrado,
Instinto no faro
Do perigo eminente,
Ponta de faca picando
O dedo que aponta,
Pedindo que não seja revelado
O óbvio,
Que nunca sejam cumpridas
Profecias de desamor ou perdas,
Que caiam gota a gota
Todas as cachoeiras do universo,
Preparando o tempo das vozes
Que murmuram ao longe
Caricias,
E trazem perfumes
De encontros secretos e vazios.

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