sexta-feira, 16 de novembro de 2007

REVOADA





A mim só volto
Para refletir
O que de outros tiro:
Alguma família
Que já tive,
Alguma busca
Desencontrada
E depois perdida,
Alguma reta
Ou qualquer outro
Desvio.
Caminhos tortos já nem sei,
Andei-os todos,
E sentei em cada pedra
E escrevi versos
Em cada muro,
De paixão ou discórdia.
E sonhei,
Só eu vivi o tanto
Que sonhei.
Chorar só para fingir
De gente grande,
O bastante para sentir
Que se não chorar não vale,
Nem é gente
Nem é grande,
Por isso as tão poucas
Lagrimas fingidas
Que muito poucos notaram.
Sorrisos sim, na vida
E na morte,
Que dizem ser o inicio
De uma outra vida.
Então porque não sorrir?
Se nada acaba como deveria,
Só muda.
Tudo reflexo de tudo o que foi
E vai ser,
Tudo a mesma coisa partida.
Então eu sento e espero.

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