sábado, 20 de junho de 2009

CIO DA NOITE




A noite se abre azul para a noite
enquanto corpos gelados se abraçam
sorrindo em cores confusas.
Beijos velados no escuro, nas moitas,
nas sombras dos postes, nos muros,
em buscas caladas em torno do vento.
Sorrisos presos em vestidos amarrados,
amarelados de tempo e saudade,
presenças vendidas, virtudes, ausências,
risonhas estradas por sobre veludos, são corpos desnudos
macios , que gritam, que riem, que cantam, que brincam,
que quebram a calma das almas no cio.
Caricias, calores, embalos da noite, pequenos vícios,
rançosos odores,
famintas jornadas,paixões arrumadas, vazios amores

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