
Guardei meus beijos, tantos, e ainda os guardo
com o sabor de todos os seus encantos
como quem na luz espera a noite, a calmaria,
pelo desejo infame que não tarda .
Vem a volúpia de esperar nos cantos, nos escuros,
sentado alí onde eu me sento todo dia,
molhado de orvalho fresco e perfumado
que me agasalha com um cio que não sacia.
Demonstram todos os meus caminhos desvairados
de paixão, de tesão, de hipocrisia
que se deixar amar de qualquer forma
é fazer grande ou maior o desfrutar dessa alegria.
Por serem tantos os meus sorrisos interesseiros
bem maiores que meus beijos, mais sentidos,
é que me faço aguardar e alí aguardo
pelo roçar suave de todos os vestidos

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