
Não procuro em teoremas explicações
para o que tenho ou não tenho,
nem mesmo para aquilo que perdi sem pressa.
Se o mundo é um grande sonho torto
porque regras?
Mesclas de estratégias com insônia, elaborações,
porque se tudo é tão simples?
Como ter ou não ter, mais nada,
para que o pressentir e acabar em becos?
Não ter onde colocar as mãos, em mãos se tendo,
quando em flagrante delito,
marmota perdida em seus túneis, terno mofado
aposentado em seus ranços, vícios mal vividos,
amores guardados em potes nas prateleiras do tempo.
Melhor sorrir e aguardar o transcorrer atento
pelo óbvio da transparente sinceridade da inércia,
sempre absoluta,
para resolver, parar,
para resumir, não ser.
Nada como o sem conteúdo para impulsionar

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