
Uma cadeira vazia ao lado do aparelho de som
escuta calada uma melodia que dança
um tango fiel, triste demais para existir como verdade.
Som de ausências, musica de quartos escuros
e rostos marcados, esperas de saudade pelos becos,
entre homens vadios e vômitos de vinhos baratos.
Lágrimas viúvas pelos olhos cansados, vazio
nos olhos que se fixam mudos, nunca mudados,
bocas vermelhas de cetim amassado
esperando quietas nas cadeiras brancas,
pelo silêncio, solidão , enfado...
Entreato do viver, tiras de vida rasgadas
ao som cruel de um amor desesperado e frio

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