A TUA PELE
Queria descobrir em tua pele o que ela ensina,
resinada em escamas de cismas como beijos mal desentendidos,
como estoque de paixão sutil à fogo reduzida,
como um sopro de canela em vento sem rumo
que muito leve assusta e intimida.
Andar caminhos tontos cobertos de orvalho e lírios
como o tom da tua pele que me indica em silêncio
que a medida da mão é sempre o olhar que passa
e mata ou eterniza,
que o meu beijo acaba quando o teu carinho entra
pois é só meu vicio, é só o impulso de tormenta o que me fica.
Os dedos toscos que te percorrem em garras
de te desnudar não se contentam
e com seus mil olhos de tesão te experimentam,
e te lambem como um atleta no cio.
E fico aqui pensando comigo o que tua pele ensina,
quando te rasgo com meus pelos, quando roubo teu cheiro
e em cansaço te deixo lívida no leito,
quando transformo em gozo o teu destino.
sábado, 20 de junho de 2009
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